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Eleições 2026: o que muda no bolso com voto de outubro

Primeiro turno em 4 de outubro definirá presidente, governadores e Congresso, com Lula e Flávio Bolsonaro na disputa mais acirrada
Eleições 2026: o que muda no bolso com voto de outubro

O primeiro turno das eleições 2026 está marcado para 4 de outubro, quando o Brasil escolhe presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Se nenhum candidato à Presidência ou a um governo estadual atingir metade dos votos válidos mais um, um segundo turno acontece em 25 de outubro, segundo apuraram os portais Kinvo e Seu Dinheiro.

A campanha eleitoral começou oficialmente em 16 de agosto de 2026, mas a fase de maior exposição ao eleitor só chega em 28 de agosto, data de início do horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio. É a partir desse momento que candidatos de todos os cargos passam a aparecer diariamente para o público, conforme informou o levantamento do Seu Dinheiro sobre o calendário eleitoral.

Quem disputa a Presidência em 2026

Na cabeça da corrida presidencial estão dois nomes. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta a reeleição com Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice, repetindo a chapa de 2022. Do lado da oposição, quem assumiu a candidatura foi o senador Flávio Bolsonaro (PL), já que o pai, Jair Bolsonaro, está preso por tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022 e não pode concorrer.

De acordo com análise do banco BTG, feita em parceria com o instituto Nexus e citada pelo Seu Dinheiro, Flávio conseguiu herdar parte relevante do eleitorado que antes apoiava o pai, consolidando-se como o principal adversário de Lula. Sua chapa tem o deputado Alfredo Gaspar, do mesmo partido, na vice-presidência.

Outros nomes também estão na disputa, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Juntos, eles oscilam perto de 5% das intenções de voto e ainda não mostraram uma trajetória de crescimento capaz de ameaçar os dois primeiros colocados.

O que dizem as pesquisas até agora

Pela média de pesquisas compilada pelo BTG e reproduzida pelo Seu Dinheiro, Lula aparece com 40,8% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33,4% de Flávio Bolsonaro. A distância é de aproximadamente 7,5 pontos percentuais, ou seja, para cada dez eleitores de Flávio, existem pouco mais de doze de Lula.

Essa vantagem, no entanto, encolhe bastante em simulações de segundo turno: a diferença cai para pouco mais de quatro pontos percentuais, quase a metade da distância registrada no primeiro turno. Na prática, isso significa que um eventual confronto direto entre os dois tende a ser mais disputado do que a primeira fase sugere.

Um fator ajuda a explicar esse cenário apertado: a rejeição. Segundo os dados do BTG, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro têm níveis de rejeição próximos de 50%, ou seja, cerca de metade dos eleitores consultados afirma que não votaria em nenhum dos dois. Essa característica é apontada como uma das razões para a disputa parecer estagnada nos últimos meses.

Mais do que a Presidência: o que também está em jogo

A eleição de outubro vai muito além do Palácio do Planalto. Segundo o Seu Dinheiro, cerca de 159 milhões de brasileiros aptos a votar também vão eleger os governadores dos 27 estados, os 513 deputados federais, 54 dos 81 senadores e os deputados estaduais.

Essa composição tem peso direto sobre a vida do eleitor. Qualquer mudança em tributação, programas sociais, orçamento público ou reformas econômicas depende da relação entre o presidente eleito e o Congresso que sair das urnas. Ou seja, o resultado das eleições legislativas influencia diretamente quanto imposto se paga, que benefícios sociais existem e como o dinheiro público é distribuído.

No âmbito estadual, o deputado estadual cumpre função equivalente à do deputado federal, mas voltada às leis de cada estado, com reflexo em áreas como segurança pública, saúde e educação, conforme destacado pela reportagem da Kinvo.

O que pode mudar até a votação

Com a campanha ainda em estágio inicial, o início do horário eleitoral gratuito, previsto para 28 de agosto, tende a ampliar a visibilidade de candidatos menos conhecidos, como Caiado, Zema e Renan Santos. Debates também podem influenciar a percepção do eleitorado, embora a presença de Lula e Flávio Bolsonaro nesses confrontos ainda não esteja garantida, segundo o Seu Dinheiro.

Fatores externos à disputa eleitoral em si, como o preço dos alimentos, o nível de endividamento das famílias e crises políticas pontuais, também tendem a pesar no humor do eleitor à medida que a campanha avança para a reta final.

Com a vantagem de Lula considerada insuficiente para decidir a eleição já no primeiro turno, e diante da rejeição elevada dos dois principais candidatos, o segundo turno é apontado como o cenário mais provável pelas fontes consultadas. O período entre agosto e outubro deve concentrar as principais mudanças de cenário até a definição final nas urnas.

Fontes

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