Uma nova tendência na área estética vem ganhando espaço nos consultórios: a estética regenerativa. Diferente dos procedimentos tradicionais que buscam “apagar” os sinais do tempo com volume e preenchimento, essa técnica foca em estimular o próprio organismo a se regenerar, melhorando a qualidade da pele de dentro para fora.
A fisioterapeuta especializada em estética Dra. Haline Darmanceff, de Corumbá (MS), é uma das profissionais que difundem esse conceito. Conhecida por criar a Rinomodelação HD e atender pacientes de outros estados e até da Espanha, ela afirma que a estética regenerativa representa o futuro do rejuvenescimento. “Enquanto a estética tradicional muitas vezes preenche, a estética regenerativa ensina o corpo a produzir. O objetivo é fazer com que o organismo volte a produzir colágeno, elastina e outros componentes importantes para uma pele saudável e jovem”, explica.
A mudança acompanha uma transformação no comportamento dos pacientes. Se antes a procura era por grandes mudanças na aparência, hoje a palavra de ordem é naturalidade. “Hoje as pessoas querem envelhecer bem, sem perder a própria identidade. O objetivo não é transformar o rosto, mas restaurar sua beleza natural”, afirma a especialista. Segundo ela, procedimentos como botox e preenchimentos continuam importantes, mas a estética regenerativa atua em outra etapa. “O botox e o preenchimento corrigem ou previnem sinais específicos do envelhecimento. Já a estética regenerativa trata a saúde dos tecidos e melhora a qualidade da pele de forma biológica. Em muitos casos, isso reduz a necessidade de grandes volumes de preenchimento.”
A técnica estimula mecanismos naturais de reparação do organismo. O próprio corpo passa a produzir novas fibras de sustentação, melhorando gradualmente a firmeza, a hidratação e o viço da pele. Por depender da resposta biológica de cada pessoa, os resultados não são imediatos. “Geralmente, os primeiros sinais já podem ser percebidos nas primeiras semanas, mas a melhora continua evoluindo ao longo dos meses, à medida que ocorre a produção de novo colágeno e a regeneração dos tecidos”, explica Haline. Entre os benefícios relatados pelos pacientes estão: pele mais firme, melhora da flacidez, mais luminosidade e hidratação, melhora da textura da pele, contorno facial mais definido e aspecto descansado e naturalmente mais jovem.
A estética regenerativa não é procurada apenas por quem já apresenta sinais avançados de envelhecimento. Segundo a especialista, os cuidados podem começar de forma preventiva, geralmente a partir dos 25 anos. “Algumas pessoas procuram quando começam a perceber as primeiras linhas e a perda de firmeza. Outras já chegam com queixas de flacidez e alterações na qualidade da pele. O perfil mais comum é o de pacientes que querem rejuvenescer sem parecer que fizeram procedimentos.”
Para Dra. Haline, a estética regenerativa representa uma nova forma de enxergar o envelhecimento. “Acredito que ela é o futuro porque acompanha uma mudança no comportamento das pessoas. Hoje, os pacientes querem cuidar da saúde da pele, envelhecer com qualidade e preservar sua identidade.” Foi essa filosofia que a fez trazer a técnica para Mato Grosso do Sul. “Sempre busquei oferecer aos meus pacientes o que existe de mais moderno e baseado em ciência. Quando conheci a estética regenerativa, entendi que não era apenas uma nova técnica, mas uma nova forma de pensar o rejuvenescimento.”
