Uma fêmea adulta de tatu-canastra, batizada de Gigi, foi monitorada por pesquisadores no Cerrado de Mato Grosso do Sul. O animal, que pesa 32 quilos e mede 1,32 metro de comprimento, passou por uma avaliação veterinária e recebeu um novo transmissor de GPS. A equipe do Projeto Tatu-canastra compartilhou os detalhes do procedimento.
Durante a captura, Gigi foi submetida a exames de saúde, incluindo ultrassonografia. Todos os procedimentos foram realizados com o animal anestesiado e sob acompanhamento veterinário. Após a avaliação, a tatu-canastra foi devolvida à sua toca.
Com 32 quilos e 1,32 metro de comprimento, Gigi é a mais nova embaixadora da conservação do Cerrado. Por ser um indivíduo adulto, ela ajudará pesquisadores a entender melhor os hábitos da espécie, fornecendo dados sobre deslocamento, uso da paisagem e os locais escolhidos para a escavação de tocas.
A enorme garra das patas dianteiras do tatu-canastra costuma roubar a cena, mas desta vez foi a pata traseira que chamou a atenção. Na postagem do projeto mostrando os detalhes da consulta, seguidores interagiram com comentários. Um deles disse: “Sem maturidade para a Gigi, seria uma alegria se no ultrassom tivessem encontrado um neném”. Outra seguidora afirmou: “Fico encantada com esse animal”. “Pata traseira mais linda do mundo todo, é isso”, disse outra internauta. “Fofa demais”, completou.
Monitoramento de espécie
O monitoramento de tatus-canastra como Gigi é parte de um esforço contínuo para estudar a espécie no Cerrado. O animal fornecerá informações sobre seus deslocamentos e hábitos, ajudando a identificar áreas importantes para a conservação. A espécie é conhecida por suas garras adaptadas à escavação, usadas para cavar tocas e buscar alimento.
Os pesquisadores destacaram que todos os procedimentos foram feitos com cuidado para garantir o bem-estar do animal. Gigi foi anestesiada durante os exames e, após se recuperar, foi liberada de volta ao seu habitat natural. O novo transmissor de GPS permitirá que a equipe acompanhe seus movimentos em tempo real.
O projeto também já registrou outros momentos marcantes, como uma tatu-canastra grávida em área de plantação de eucalipto. Esses dados são usados para entender como a espécie se adapta a diferentes ambientes e para planejar estratégias de proteção.
