27/07/2026
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Impasse na Fecomércio-MS: sindicatos pedem suspensão de eleição

Três sindicatos entraram com pedido de suspensão das eleições da Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul), realizadas no dia 12 de maio para escolher a diretoria do período de 2026 a 2030. O presidente eleito, Juliano Wertheimer, deveria tomar posse em 16 de junho, mas o resultado ainda é provisório por causa de votos sub judice.

A Chapa 2, chamada “Renovação” e liderada por Juliano, venceu por 8 votos a 7 da Chapa 1, “Consolidação”, comandada por Edison Araújo. Araújo estava à frente da federação há 16 anos e tentava a reeleição.

Os sindicatos que pedem a suspensão são o Sindicfc/MS (Sindicato dos Centros de Formação de Condutores), o Sindiconstru/MS (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção de Campo Grande) e o Sindha/MS (Sindicato de Hotéis, Bares e Similares). A defesa aponta supostas irregularidades, como ausência de filiação regular, inatividade cadastral, inadimplência, CNPJ inativo e dupla filiação.

O advogado Ademar Chagas, que representa os sindicatos autores da ação, disse que três entidades votaram por meio de medida liminar. “Essas liminares deram condições para que eles participassem do pleito. Não houve possibilidade da chapa 1 e nem a comissão eleitoral discutir, porque foi decisão judicial e se cumpre”, afirmou.

Chagas busca uma tutela para suspender as eleições e manter a diretoria atual até o julgamento do mérito. “Cada um tem um tipo de irregularidade. A medida que buscamos é a preservação da Fecomércio enquanto órgão do comércio, do serviço e dos atacadistas”, completou.

A advogada Telma Marcon disse que o objetivo é evitar insegurança jurídica. “Não é travar, nem impedir direito de ninguém. O objetivo é que as coisas se acomodem, a justiça se estabeleça e decida de forma definitiva. Por enquanto, as decisões são liminares, que não se sabe se serão mantidas no futuro”, destacou.

Juliano Wertheimer, presidente do Sindha, afirmou que está regularmente filiado desde dezembro de 2022. Ele disse que as eleições foram conduzidas pela própria federação. “A nomeação da comissão eleitoral foi exclusiva da presidência. Não tivemos direito de nomear ninguém. Todo o processo ocorreu com o controle da federação”, declarou.

Wertheimer contestou a informação sobre o sub judice. “Quem está sub judice vota apartado. O juiz mandou votar em igualdade. Estão pedindo anulação da eleição e prorrogação do mandato. Nem um dos dois é permitido, não se anula uma eleição legitimamente disputada”, concluiu.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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