Gabriel dos Santos Souza, de 18 anos, morreu nesta terça-feira (5) no hospital em Três Lagoas, a 327 quilômetros de Campo Grande. Ele não resistiu aos ferimentos causados por disparos de arma de fogo. Gabriel foi baleado na noite de domingo (3), durante ataque que matou a namorada, Kailayne Mirele Esperidião, de 19 anos.
O casal trabalhava em uma barraca de lanches na região do parquinho da Lagoa Maior. Dois homens em uma motocicleta vermelha se aproximaram. Conforme relato de testemunhas, o passageiro desceu, simulou um assalto e efetuou vários disparos. Kailayne foi atingida no tórax e morreu no local. Gabriel foi socorrido em estado grave pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), passou por cirurgia, mas morreu dois dias depois.
A morte do jovem amplia a sequência de crimes registrados no município entre os dias 2 e 4 de maio. No sábado (2), Pedro Augusto Otaviano dos Santos, de 19 anos, foi executado com pelo menos nove tiros em frente a uma casa no Bairro São Jorge. Um adolescente de 16 anos também foi baleado e ficou ferido. As circunstâncias dos ataques são semelhantes: em ambos os casos, os autores estavam em motocicletas, se aproximaram das vítimas e efetuaram disparos antes de fugir.
Na segunda-feira (4), Caíque Natan Souza, de 27 anos, foi preso suspeito de envolvimento nas mortes e nas tentativas de homicídio. Ele foi localizado durante ação conjunta da SIG (Seção de Investigações Gerais) da Polícia Civil e da Polícia Militar, após ser flagrado conduzindo um Fiat Palio com características semelhantes ao utilizado em um dos crimes. Durante a abordagem, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 milímetros. No imóvel de onde ele havia saído, foram apreendidos um revólver calibre 38 e dezenas de munições.
Caíque foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, com uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de duas tentativas de homicídio e crimes relacionados ao porte e posse ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em preventiva. O delegado responsável pelo caso, Ricardo Henrique Cavagna, afirmou que as investigações continuam. Até o momento, não há confirmação de ligação com facção criminosa nem elementos que comprovem vínculo direto entre o suspeito e as vítimas. A polícia também apura se os ataques têm relação entre si e o que motivou a sequência de execuções em curto intervalo na cidade.
