27/07/2026
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Lista de espécies ameaçadas é atualizada, mas segue com 3 animais famosos em MS

Lista de espécies ameaçadas é atualizada, mas segue com 3 animais famosos em MS

A atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, divulgada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), voltou a colocar em evidência três animais que fazem parte da biodiversidade de Mato Grosso do Sul, especialmente no Pantanal e no Cerrado. O levantamento reúne 790 espécies ou subespécies ameaçadas em todo o país.

Entre elas, a arara-azul-grande, o bugio-preto e o minhocuçu têm ocorrência registrada no Estado e seguem na categoria de risco “Vulnerável”. A arara-azul-grande é uma das espécies mais emblemáticas do Pantanal sul-mato-grossense e depende de áreas preservadas de mata e de árvores específicas para se reproduzir.

A classificação indica que a ave não está em risco imediato de extinção, mas enfrenta pressão contínua, principalmente pela perda de habitat e pela degradação ambiental. O bugio-preto também aparece na lista como vulnerável e é visto até mesmo em áreas urbanas, como na periferia de Campo Grande.

A espécie ocorre em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, especialmente em fragmentos de mata e áreas de transição entre Cerrado e Pantanal. O status indica redução ou ameaça às populações naturais, embora o animal ainda seja relativamente presente em áreas preservadas. O minhocuçu (glossoscolex matogrossensis) é outro considerado vulnerável. Trata-se de um invertebrado de grande porte ligado diretamente à qualidade do solo.

A espécie é sensível a alterações ambientais, como uso intensivo da terra, compactação do solo e perda de vegetação nativa. Por isso, é considerada um indicador da saúde dos ecossistemas subterrâneos. Na classificação do ICMBio, a categoria Vulnerável (VU) indica espécies com alto risco de se tornarem ameaçadas no futuro, caso as pressões ambientais continuem.

Isso não significa extinção iminente, mas sim a necessidade de monitoramento e ações de conservação. A lista nacional não é organizada por estados, mas por avaliação de risco em todo o território brasileiro. A presença em Mato Grosso do Sul depende da distribuição natural das espécies, não de recortes administrativos.

A atualização reforça que espécies associadas a biomas como o Pantanal e o Cerrado seguem sensíveis às mudanças ambientais. Mesmo animais ainda comuns na paisagem, como o bugio-preto, já entram em categorias de alerta. No caso do minhocuçu, o risco aparece de forma menos visível.

Muito comum entre pescadores para atrair diferentes espécies de peixes, o minhocuçu desapareceu das casas de iscas. A comercialização, que até então acontecia livremente, foi proibida em 2020, com intensificação nas fiscalizações dos órgãos ambientais. A avaliação nacional é usada como base para políticas públicas de conservação e definição de prioridades ambientais no país.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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