27/07/2026
Jornal Conceito»Notícias»MS bate recorde de mortes por chikungunya em 2025

MS bate recorde de mortes por chikungunya em 2025

Mato Grosso do Sul registrou 21 mortes por chikungunya em 2026, o maior número desde o início do monitoramento, em 2015. Os dados são do último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES), divulgado nesta quinta-feira (29). O recorde anterior era de 2025, com 17 óbitos, e foi superado antes da metade do ano.

De acordo com o boletim, as três mortes mais recentes ocorreram em Guia Lopes da Laguna (uma mulher de 53 anos com diabetes), Dourados (uma mulher de 82 anos com diabetes e hipertensão arterial) e Itaporã (uma mulher de 50 anos com doença autoimune).

Dourados concentra 14 das 21 mortes deste ano. A situação é mais grave entre a população indígena, que enfrenta uma epidemia da doença nas aldeias. A região recebe apoio federal para prevenção, atendimento e tratamento de pacientes.

O número total de casos confirmados até 23 de maio era de 6.360, também um recorde no estado. Antes do fechamento do boletim, outros dois óbitos estavam em investigação.

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A doença causa febre e dores intensas nas articulações. O quadro pode se agravar em pacientes com outras doenças. Idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades estão no grupo de risco.

Segundo o Ministério da Saúde, o vírus chegou ao continente americano em 2013. No Brasil, os primeiros casos foram confirmados em 2014, no Amapá e na Bahia. Atualmente, a doença está presente em todo o país, com maior incidência no Centro-Oeste, Nordeste e no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro.

A doença está relacionada a altas temperaturas e à falta de saneamento. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) considera a chikungunya uma doença tropical negligenciada. Uma vacina para prevenir casos graves está sendo aplicada em Dourados, Itaporã e municípios vizinhos.

Dengue também preocupa no estado

Além da chikungunya, Mato Grosso do Sul enfrenta alta nos casos de dengue. Dados da SES indicam que o número de infecções pela doença também superou a média histórica nos primeiros meses de 2026. As autoridades de saúde reforçam a necessidade de eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite as duas doenças.

A Secretaria Estadual de Saúde realiza ações de fumacê e distribuição de inseticidas nos municípios com maior incidência de casos. A orientação é que a população mantenha caixas d’água tampadas, limpe calhas e evite o acúmulo de lixo e entulho. Em Dourados, a prefeitura intensificou as visitas de agentes de saúde às residências para orientar os moradores sobre a prevenção.

Avatar photo

Sobre o autor: Sofia Almeida

Ver todos os posts →
Arquivo completo