28/07/2026
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Mulheres ampliam vantagem na escolarização após os 15 anos em MS

Mulheres ampliam vantagem na escolarização após os 15 anos em MS

Dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua Educação, divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que as mulheres ampliaram a vantagem na escolarização em Mato Grosso do Sul a partir dos 15 anos em 2025. Até os 14 anos, os meninos apresentam taxas mais altas, mas depois dessa idade, as mulheres lideram todos os indicadores de permanência e progressão nos estudos.

A taxa de escolarização de crianças de 0 a 5 anos no estado caiu de 57,9% em 2024 para 57% em 2025. Com isso, Mato Grosso do Sul passou da 12ª para a 18ª posição no ranking nacional. Os melhores resultados do país foram em São Paulo (70,5%), Santa Catarina (67%) e Ceará (61,5%). O menor percentual foi no Amapá, com 30,7%.

Entre os grupos etários, a maior taxa de escolarização em Mato Grosso do Sul foi de 99,5% para crianças e adolescentes de 6 a 14 anos. Já entre pessoas de 25 anos ou mais, apenas 5,2% frequentavam alguma instituição de ensino.

Na faixa de 18 a 24 anos, a taxa de escolarização masculina foi de 28,7%, enquanto a feminina chegou a 40,2%, diferença de 11,5 pontos percentuais. O estudo aponta ainda uma queda na presença masculina nessa faixa etária: em 2016, a taxa era de 33,3%, caindo para 28,7% em 2025.

Os dados por cor ou raça mostram desigualdades. Entre jovens de 18 a 24 anos, a taxa de escolarização de brancos foi de 42,4%, contra 28,9% de pretos ou pardos. Já na faixa de 0 a 5 anos, a escolarização foi maior entre pretos e pardos (60,5%) do que entre brancos (53,6%).

A taxa ajustada de frequência escolar líquida no ensino fundamental para crianças de 6 a 14 anos alcançou 96% em 2025, superando a meta de 95% do Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036). Apesar do avanço, o estado ficou na 18ª posição nacional.

No ensino médio, a taxa ajustada para adolescentes de 15 a 17 anos foi de 72,2%, queda de 0,5 ponto percentual em relação a 2024. No ensino superior, a taxa para jovens de 18 a 24 anos caiu de 31,1% para 30%.

As mulheres lideram também na taxa ajustada de frequência escolar líquida. No ensino médio, a taxa feminina foi de 79,1%, contra 65,3% dos homens. No ensino superior, as mulheres registraram 36,5%, enquanto os homens tiveram 23,7%.

O ensino fundamental concentrou o maior número de estudantes em 2025, com 385 mil alunos, considerando também a Alfabetização de Jovens e Adultos (AJA) e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em seguida, aparecem o ensino superior (140 mil), creche e pré-escola (135 mil), ensino médio e EJA (120 mil) e pós-graduação (31 mil).

A rede pública predomina na educação básica, com 334 mil alunos no ensino fundamental. Já no ensino superior, a rede privada teve 92 mil estudantes, contra 48 mil na pública. Na pós-graduação, eram 20 mil na rede privada e 11 mil na pública.

A participação das universidades públicas no ensino superior cresceu: passou de 36 mil alunos em 2016 para 48 mil em 2025. No setor privado, houve leve redução, de 93 mil para 92 mil.

Entre os 1,86 milhão de moradores com 15 anos ou mais, 719 mil concluíram o ensino médio, a EJA ou curso equivalente, o que representa 38,6% da população adulta. As mulheres têm os maiores níveis de escolaridade: 20,5% frequentaram ou concluíram a graduação e 8,6% alcançaram pós-graduação. Entre os homens, os percentuais foram de 17,1% e 4,3%, respectivamente.

A desigualdade racial persiste no acesso ao ensino superior. Entre brancos com 15 anos ou mais, 24,4% frequentaram ou concluíram a graduação, contra 14,6% de pretos e pardos. Na pós-graduação, 8,8% dos brancos tinham especialização, mestrado ou doutorado, ante 4,8% de pretos e pardos. Os maiores percentuais de pessoas com escolaridade limitada ao ensino fundamental continuam entre a população preta e parda.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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