O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou que o futuro do estado depende de municípios fortes e de uma gestão compartilhada entre as administrações municipais e o governo estadual. A declaração foi feita durante o encerramento do 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, promovido pela Assomasul, nesta quarta-feira (10).
Diante de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários municipais, Riedel disse que o desenvolvimento do estado começa nas cidades. Segundo ele, não se trata apenas de grandes indicadores econômicos, mas de fazer com que o desenvolvimento chegue à rua, ao bairro mais distante e à vida das pessoas.
O governador lembrou que o processo de aproximação entre estado e municípios começou em 2017, na gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL). Para Riedel, a participação mais ativa dos gestores municipais na definição de prioridades permitiu uma relação mais próxima entre as diferentes esferas de governo. Ele destacou que essa parceria possibilitou investimentos em áreas como infraestrutura urbana, saneamento básico, educação, saúde e desenvolvimento econômico.
Riedel citou os programas Governo Presente, MS Ativo 1 e MS Ativo 2 como exemplos de estratégias que direcionaram investimentos de acordo com as demandas de cada cidade. “Tem município que tem como prioridade a pavimentação asfáltica. Outros precisam de drenagem, saneamento, uma praça central, uma escola ou um prédio público. O importante é entender a realidade local para construir soluções adequadas”, explicou.
Em relação ao saneamento básico, o governador destacou o programa de universalização do serviço, que deve colocar Mato Grosso do Sul entre os primeiros estados do país com cobertura quase total. Ele mencionou os casos de Sonora e Itaquiraí, que passaram por grandes intervenções para implantação de redes de esgoto. Em Itaquiraí, a cobertura saltou de zero para 98% em um ano. Riedel pediu que os prefeitos acompanhem a qualidade dos serviços executados pelas concessionárias.
Na área da saúde, Riedel defendeu a regionalização do atendimento como estratégia para reduzir o deslocamento de pacientes. Ele citou a estruturação dos hospitais regionais de Ponta Porã, Três Lagoas e Dourados, além de projetos para Campo Grande e Corumbá. O governador também defendeu o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) na gestão hospitalar, afirmando que a participação da iniciativa privada não altera o caráter público do serviço.
Ao longo da palestra, Riedel ressaltou que os avanços do estado não devem ser medidos apenas por indicadores econômicos. Para ele, o verdadeiro desenvolvimento ocorre quando as ações do poder público geram resultados concretos para a população. “Os grandes números são importantes, mas o desafio é fazer esse desenvolvimento chegar à rua, ao bairro mais distante de qualquer um dos 79 municípios do Estado”, afirmou.
O governador também destacou os investimentos por meio de programas estaduais e emendas parlamentares, aplicados em obras de pavimentação, drenagem, saneamento, educação e infraestrutura urbana. Ele defendeu a cooperação entre estado e municípios como caminho para enfrentar os desafios. “Não podemos perder de vista o propósito da política, que é servir as pessoas. Quando os 79 municípios e o Estado trabalham com o mesmo objetivo, conseguimos entregar resultados melhores para toda a sociedade”, concluiu.
