Um dos investigados por participar do sequestro de dois homens em Água Clara, que seriam levados ao “tribunal do crime” do PCC (Primeiro Comando da Capital), se apresentou à Polícia Civil nesta terça-feira (30). João Vitor Rocha Domingos, conhecido como “R-10”, é suspeito de dar apoio à ação criminosa.
De acordo com o boletim de ocorrência, João Vitor permaneceu no Fiat Uno utilizado pelo grupo enquanto os comparsas armados invadiam a casa das vítimas e faziam ameaças de morte. O outro suspeito, Kleberson Matheus dos Santos Arruda, o “Rouba Cena” ou “Goré”, segue foragido. Um terceiro envolvido, Klesley, morreu após confronto com a polícia.
A Polícia Militar iniciou as buscas depois de receber informações sobre um possível acerto de contas entre facções criminosas rivais. Antes disso, uma das vítimas procurou a polícia e contou que ela e outro homem foram sequestrados por Kleberson, Klesley e João Vitor.
Segundo o relato da vítima, o grupo dizia que um deles fazia parte do Comando Vermelho e, por isso, seria levado ao “tribunal do crime” organizado por integrantes do PCC. Kleberson e Klesley invadiram a residência armados com revólveres calibre .38, enquanto João Vitor ficou no carro dando apoio. Durante a ação, os suspeitos afirmavam que a dupla já estava “decretada” e morreria naquele dia. As vítimas conseguiram fugir e chamar a Polícia Militar.
Com as informações, as equipes localizaram o Fiat Uno e tentaram fazer a abordagem. Kleberson atirou contra os militares, iniciando um confronto. Na troca de tiros, o sargento Darlan Leal de Freitas foi atingido no braço e no rosto. Ele foi socorrido no hospital de Água Clara e depois transferido para a Santa Casa de Campo Grande.
Durante a fuga, uma das vítimas se jogou do veículo em movimento, mas foi baleada no braço por Kleberson. Após o confronto, os policiais encontraram Klesley escondido em uma casa. Ele não obedeceu às ordens de rendição, sacou um revólver calibre .38 e apontou a arma para os policiais civis, que reagiram. O suspeito foi baleado, socorrido, mas morreu a caminho de Campo Grande.
Dois dias depois dos fatos, João Vitor se apresentou à Polícia Civil para prestar esclarecimentos. Kleberson Matheus dos Santos Arruda, apontado como autor dos disparos que feriram o policial militar e uma das vítimas, continua sendo procurado.
