O avanço do El Niño colocou Mato Grosso do Sul em estado de atenção para os próximos meses. A previsão é de temperaturas mais altas e possíveis impactos no Pantanal. O assunto foi tratado pela Sala de Situação, coordenada pela Casa Civil, que já prepara medidas específicas para cada região do país, de acordo com os riscos previstos.
O governo federal divulgou uma nota que não cita Mato Grosso do Sul individualmente, mas indica a possibilidade de temperaturas elevadas no Centro-Oeste. As ações serão definidas em parceria com estados e municípios, levando em conta as condições de cada território.
A atenção também está voltada para o Pantanal. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil realizou oficinas em dez estados como parte do Plano Nacional de Enfrentamento à Estiagem Amazônica e Pantanal. O documento não informa quais estados participaram.
Durante a reunião, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) e o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) apresentaram dados que ajudam na avaliação dos riscos.
De acordo com o Inmet, as águas do Oceano Pacífico seguem com temperaturas acima da média. A evolução desse aquecimento será monitorada para definir a intensidade do El Niño e seus efeitos no Brasil.
Para as regiões com risco de estiagem, o governo prepara medidas de abastecimento e segurança alimentar, principalmente em áreas onde pode haver isolamento de comunidades. A preocupação inclui populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas.
A queda no nível dos rios também é motivo de atenção. Na área de energia e logística, são estudadas ações para antecipar estoques de combustíveis em locais que possam enfrentar problemas de navegação ou acesso.
Na saúde, o monitoramento considera o possível aumento de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, além dos efeitos de eventos climáticos extremos.
O acompanhamento será contínuo. Dados de curto prazo devem indicar situações que precisem de resposta imediata, enquanto as tendências para os próximos meses orientarão ações preventivas dos governos federal, estaduais e municipais.
