06/08/2026
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Frigoríficos de MS batem recorde histórico de produção e exportação

Frigoríficos de MS batem recorde histórico de produção e exportação

A indústria frigorífica de Mato Grosso do Sul vive um novo ciclo de expansão, com recordes de produção, exportação e geração de empregos. Entre 2006 e 2025, a receita das exportações de carnes bovina, suína e de frango saltou de US$ 196,1 milhões para US$ 2,47 bilhões, um crescimento de 1.157%. No mesmo período, o número de trabalhadores formais no setor passou de 20.651 para 40.656, praticamente dobrando.

O crescimento foi puxado por ganhos de produtividade e pela expansão das plantas industriais já existentes no Estado, segundo o empresário Regis Comarella, sócio da Boibras. Ele cita as empresas Iguatemi, Naturafrig, Minerva e JBS como responsáveis por esse avanço. Apesar do bom momento, o setor enfrenta dificuldades para contratar trabalhadores e não há previsão de abertura de novas unidades.

O economista-chefe da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), Ezequiel Resende, afirma que a evolução do setor não ocorreu pela instalação de novas indústrias, mas pela capacidade das empresas de produzir mais com eficiência. “O setor não cresceu principalmente pela abertura de novas plantas, mas pelo ganho de escala e produtividade das operações existentes”, disse.

Em 2025, Mato Grosso do Sul registrou o maior volume de carne bovina da série histórica, ultrapassando 1,06 milhão de toneladas. “Nunca se produziu tanta carne bovina quanto no último ano em Mato Grosso do Sul”, destacou Resende. Aproximadamente 65% da carne produzida fica no mercado interno, e a China é o principal destino das exportações.

O desempenho ocorreu mesmo com a redução de áreas de pastagem, que foram convertidas para florestas plantadas, cana-de-açúcar e agricultura. “O Estado reconverteu áreas, mas não perdeu participação na produção de proteína animal. Isso mostra ganhos de produtividade”, explicou o economista.

Comarella alerta que a redução das áreas de pastagem pode limitar o crescimento do setor nos próximos anos. Ele aponta a disponibilidade de bois para abate e a necessidade de capital de giro como os principais riscos enfrentados pelos frigoríficos atualmente. Mato Grosso do Sul responde por cerca de 10% da produção brasileira de carne bovina.

Para a Fiems, a trajetória da indústria frigorífica representa uma mudança estrutural na economia sul-mato-grossense. O Estado amplia sua capacidade de industrialização, agrega valor à pecuária e fortalece sua posição no mercado global de alimentos.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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