28/07/2026
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Queda de avião em MS: pista só permite voo visual e neblina vira foco

Queda de avião em MS: pista só permite voo visual e neblina vira foco

O Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, onde um avião caiu na manhã desta sexta-feira (3), é classificado apenas para operações de voo visual (VFR). A informação consta no Rotaer, publicação oficial do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). A forte neblina registrada na cidade gerou debate entre profissionais da aviação.

No voo visual, o piloto precisa manter referências visuais do terreno e do horizonte. Já os voos por instrumentos (IFR) usam equipamentos de navegação e permitem operar com visibilidade reduzida. O acidente matou o piloto Henrique Martins e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff.

Pilotos ouvidos pela reportagem afirmam que, sem procedimentos IFR publicados para o Santa Maria, a decisão de voar em condições ruins depende de cada comandante. “Cada piloto avalia as condições encontradas naquele momento”, disse um profissional que acompanha a ocorrência e pediu anonimato.

As condições meteorológicas da madrugada e do início da manhã devem ser investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Ainda não há conclusão sobre as causas da queda. Campo Grande amanheceu com nevoeiro, garoa e sensação térmica de 7,6°C.

O voo que caiu deveria ter decolado às 5h, mas foi adiado por causa do tempo. A aeronave deixou a pista por volta das 6h20 e caiu em uma área de mata perto do Condomínio Atlântico. O avião do governador Eduardo Riedel (PSDB-MS) também decolou do mesmo local, mas fontes do setor destacam que as operações têm características técnicas distintas.

A aeronave acidentada tinha autorização para voos IFR, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Anac. Especialistas explicam que a certificação da aeronave é diferente da classificação do aeródromo. A administração do Aeroporto Santa Maria informou que os dados operacionais da pista estão nas publicações oficiais.

Reforma anunciada este ano

A discussão sobre as condições do aeroporto ocorre após o anúncio de um investimento de R$ 45,7 milhões para modernização. Em fevereiro, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) homologou a licitação para obras de recuperação e ampliação do aeródromo.

O projeto inclui a recuperação e ampliação da pista de pouso e decolagem, do pátio de estacionamento de aeronaves e das áreas de taxiamento. Também está prevista a implantação de guarita e receptivo para passageiros. O governo estadual informou que a obra faz parte do plano aeroviário de Mato Grosso do Sul.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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