14/08/2026
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Riedel projeta 10 anos de crescimento e hub logístico em MS

Riedel projeta 10 anos de crescimento e hub logístico em MS

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou que o Estado deve manter um ritmo de crescimento acima da média brasileira nos próximos dez anos. A declaração foi dada durante o evento Café com Política na manhã desta sexta-feira (14). Segundo ele, a curva de crescimento já está contratada e o ambiente de negócios e o equilíbrio fiscal são os pilares desse processo.

Riedel garantiu que cerca de R$ 30 bilhões em investimentos já estão fechados para a próxima década. Para o governador, o principal desafio agora é definir como distribuir melhor a renda gerada por esse crescimento, especialmente em prol das pessoas menos favorecidas. Ele aponta a educação como a resposta para essa questão.

O governador destacou que a ampliação de cursos profissionalizantes deve garantir espaço no mercado de trabalho em expansão. Ele também citou que Mato Grosso do Sul é o primeiro estado do Brasil em mobilidade social, ou seja, a capacidade de uma criança ou família de baixa renda subir de degrau na escala social.

Na projeção de crescimento, Riedel mencionou a transformação do Estado em um hub logístico internacional com a conclusão da Rota Bioceânica. O corredor conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, passando por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Para ele, a posição geográfica de Mato Grosso do Sul pode virar uma vantagem competitiva nas próximas décadas.

O governador citou como exemplo a expansão de estruturas logísticas às margens das rodovias estaduais e federais. Segundo ele, o crescimento do comércio eletrônico e a necessidade de distribuição regional devem aumentar a demanda por centros de distribuição. Ele mencionou a instalação de galpões de grandes empresas varejistas, como a Shopee, como sinal desse movimento.

Riedel também defendeu a política de incentivos fiscais como ferramenta de competição entre os Estados para atrair empresas. Na avaliação dele, a análise dos incentivos não deve levar em conta apenas a arrecadação que deixa de ser recolhida, mas também os efeitos econômicos gerados pela instalação de uma empresa, como empregos, renda e atividade econômica.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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